domingo, 24 de outubro de 2010

Lista de Comandos do Switch Cisco

Bem a pessoal, eu sempre tive bastante dificuldades para saber aplicar os comandos dos equipamentos, para tentar minimizar isso, eu escrevia os comandos, sempre com alguma referência do lado, para não me perder. Então, ai vão alguns comandos e suas respectivas funções:

Primeiramente, os comandos de demonstração, esse modo, não configuramos o equipamento, apenas monitoramos as diversas funções:

Comandos de Monitoramento...
Em seguida, vemos os comandos de configuração de terminal, com esses comandos, podemos configurar elementos como: Nome do equipamento, IP do equipamento, Gateway do equipamento, ou seja, são as configurações básicas:

Comandos de configuração básica
Em seguida, vemos os comandos onde podemos fazer configurações de interfaces do equipamento, portas Gigabit, portas FastEthernet, podemos aplicar descrições e nomenclaturas às portas, bem como habilitar e desabilitar as portas do equipamento, dentre outras funções:

Comandos de configuração de Interfaces
No próximo modo de configuração, temos possibilidade de configurar aspectos como: velocidade de transmissão e de recebimento de pacotes, mudar os níveis de privilégios de acesso ao equipamento, mudar a senha do equipamento, assim como podemos configurar as opções de IPv6, são eles:

Comandos de configuração de linha

Nessa parte, podemos verificar os comandos de configuração de VLAN do equipamento, são eles:

Comandos de configuração de VLAN.

Esses são, básicamente, os modos de configuração que temos nos equipamentos Switch da Cisco, sempre lembrando que como modelo, eu tomei o Switch Cisco 2960 de 24 portas. Qualquer dúvida ou correção, por favor não hesitem em comentar.

Mais uma vez obrigado por acompanhar o nosso humilde trabalho, aqui nesse blog.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SWITCH

Bom pessoal, hoje começarei a falar sobre switch. Um equipamento tão vasto e rico em possibilidades que, tenho certeza, renderá vários posts aqui em meu humilde blog. Tentarei explanar um pouco sobre o funcionamento e a configuração básica do switch CISCO. Por favor, qualquer crítica, sugestão, elogio ou mesmo leitura de minhas publicações serão muito bem vindas. Obrigado por acessarem meu blog e boa leitura. Conhecimento ainda é nossa única riqueza.

1. BOOT DO SWITCH
Primeira parte, ligando o nosso equipamento. Ele carrega um sistema de gerência e IO.
Boot do Switch CISCO C2950
Boot do Switch CISCO C2950
2. HOSTNAME
Bem, já com o switch em funcionamento, passaremos para a primeira parte da nossa configuração: a escolha de um nome para nosso switch.
Configurando o HostName
3. ENDEREÇO IP E DEFAULT-GATEWAY
Nosso equipamento já tem seu nome, bem, então daremos um endereço para ele, um endereço na nossa rede. E mais, um gateway, ou seja, uma rota de saída.
Adicionando Endereço IP e Default-Gateway
4. CAPACIDADE FULL DUPLEX E SPEED
Bem, passamos a configurar as nossas portas de conexão, especificando a velocidade e a negociação.
Configurando a Velocidade e a Negociação da Porta
Bem pessoal, como eu não tenho muito tempo hoje, ficamos por aqui, mas em breve colocarei mais alguns tópicos de configuração de switch.
Obrigado pelo acesso e tenham um ótimo dia.












sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tecnologia DSL

Tecnologia DSL
1. Arquitetura DSL

Foi desenvolvida para enfrentar a concorrência dos modens a cabo.
Por que os modens são lentos?

  • Sistema telefônico foi projetado e otimizado para transportar a voz;
  • Conexões dedicadas ponto a ponto;
  • Tráfego de dados simultâneo ao tráfego de voz. Não afetam a voz;
  • Switches dedicados na operadora para tratamento do tráfego de dados e tráfego de voz;
  • Um padrão da camada física;
  • Utiliza frequências de transmissão de até 1 Mhz;
  • Utiliza o cabeamento telefônico existente;
  • Velocidade maior do que os modens de 56 Kbps;
  • Serviços simétricos e assimétricos;
  • Múltiplas conexões xDSL;
  • Conexão sempre ON;
  • Largura de banda depende da distância;
2. Características Técnicas:

  • Sinal de 0 a 20 Khz;
  • Sinal passa por um filtro que atenua todas as freqüências abaixo de 3400 Hz;
  • Largura de banda mencionada nominalmente como 4000 Hz;
3. Solução Inicial : CAP

  • CAP - Carrierless Amplitude / Phase;
  • Uma única portadora;
  • Espectro de freqüência disponível no loop local, de cerca de 1,1 Mhz, divido em três bandas de freqüências:
    • POTS;
    • Upstream - do usuário para a operadora;
    • Downstream - da operadora para o usuário;
  • Usando Multiplexação por Divisão de Freqüência.
ADSL

4. Solução Atual : DMT (Discrete Multi Tone)

  • Múltiplas portadoras;
  • Espectro dividido em cerca de 256 canais independentes de aproximadamente 4000 Hz cada;
  • Canal 0 - POTS;
  • Canais 1 a 5 não usados;
  • Os 250 canais restantes se dividem em : Um para controle upstream, outro para controle downstream. Demais disponíveis para dados de usuários;
  • Provedor define quantos canais serão usados para upstream e downstream;
  • Situação para ADSL:
    • Cerca de 80 a 90% da largura de banda reservada aos canais downstream, porque a maioria dos usuários domésticos  faz mais downloads do que uploads;
    • Isso explica o A, no acrônimo ADSL;
    • Divisão comum: 32 canais para Upload, demais canais para Download.
  • O padrão ADSL ANSI T1.413 permite velocidades de até 8 Mbps downstream e de até 11 Mbps upstream, embora essa seja uma decisão do provedor;
  • Situação comum:
    • 256, 512 Kbps ou 1 Mbps downstream;
    • 64, 128 ou 256 Kbps upstream;
  • Dentro de cada canal é usado um esquema de modulação semelhante ao V.34 ( 33.600 bps - 14 bits de dados por símbolo a 2.400 bauds);
  • Taxa de amostragem a 4.000 bauds;
  • Modulação QAM, com 15 bits por baud;

Na próxima postagem, falaremos sobre os serviços ADSL!

Fiquem com Deus!













quarta-feira, 7 de julho de 2010

Entendendo como funciona o NAT...

Vamos inicialmente entender exatamente qual a função do NAT e em que situações ele é indicado. O NAT surgiu como uma alternativa real para o problema de falta de endereços IP v4 na Internet. Conforme descrito na Parte 1, cada computador que acessa a Internet deve ter o protocolo TCP/IP corretamente instalado e configurado. Para isso, cada computador da rede interna, precisaria de um endereço IP válido na Internet. Não haveria endereços IP v4 suficientes. A criação do NAT veio para solucionar esta questão.(ou pelo menos fornecer uma alternativa até que o IP v6 esteja em uso na maioria dos sistemas da Internet). Com o uso do NAT, os computadores da rede Interna, utilizam os chamados endereços Privados. Os endereços privados não são válidos na Internet, isto é, pacotes que tenham como origem ou como destino, um endereço na faixa dos endereços privados, não serão encaminhados, serão descartados pelos roteadores. O software dos roteadores está configurado para descartar pacotes com origem ou destino dentro das faixas de endereços IP privados. As faixas de endereços privados são definidas na RFC 1597 e estão indicados a seguir:

* 10.0.0.0 -> 10.255.255.255
* 172.16.0.0 -> 172.31.255.255
* 192.168.0.0 -> 192.168.255.255

Existem algumas questões que devem estar surgindo na cabeça do amigo leitor. Como por exemplo: Qual a vantagem do uso dos endereços privados? O que isso tem a ver com o NAT? Muito bem, vamos esclarecer estas questões.

Pelo fato de os endereços privados não poderem ser utilizados diretamente na Internet, isso permite que várias empresas utilizem a mesma faixa de endereços privados, como esquema de endereçamento da sua rede interna. Ou seja, qualquer empresa pode utilizar endereços na faixa 10.0.0.0 -> 10.255.255.255 ou na faixa 172.16.0.0 -> 72.31.255.255 ou na faixa 192.168.0.0 -> 192.168.255.255.

Com o uso do NAT, a empresa fornece acesso à Internet para um grande número de computadores da rede interna, usando um número bem menor de endereços IP, válidos na Internet.”

Por exemplo, uma rede com 100 computadores, usando um esquema de endereçamento 10.10.0.0/255.255.0.0, poderá ter acesso à Internet, usando o NAT, usando um único endereço IP válido: o endereço IP da interface externa do NAT. Observe que com isso temos uma grande economia de endereços IP: No nosso exemplo temos 100 computadores acessando a Internet (configurados com endereços IP privados), os quais utilizam um único endereço IP válido, que é o endereço IP da interface externa do servidor configurado como NAT.

Muito bem, respondi as questões anteriores mas agora devem ter surgido novas questões na cabeça do amigo leitor, como por exemplo:

1. Se houver mais de um cliente acessando a Internet ao mesmo tempo e o NAT possui apenas um endereço IP válido (ou em outras situações, se houver um número maior de clientes internos acessando a Internet, do que o número de endereços IP disponíveis no NAT. E o número de endereços IP, disponíveis no NAT sempre será menor do que o número de computadores da rede interna, uma vez que um dos principais objetivos do uso do NAT é reduzir a quantidade de números IP válidos), como é possível a comunicação de mais de um cliente, ao mesmo tempo, com a Internet?

2. Quando a resposta retorna, como o NAT sabe para qual cliente da rede interna ela se destina, se houver mais de um cliente acessando a Internet?

Inicialmente vamos observar que o esquema de endereçamento utilizado pela empresa do nosso exemplo (10.10.0.0/255.255.0.0) está dentro de uma faixa de endereços Privados. Aqui está a principal função do NAT, que é o papel de “traduzir” os endereços privados, os quais não são válidos na Internet, para o endereço válido, da interface pública do servidor com o NAT.

Para entender exatamente o funcionamento do NAT, vamos considerar um exemplo prático. Imagine que você tem cinco computadores na rede, todos usando o NAT. Os computadores estão utilizando os seguintes endereços:

* 10.10.0.10
* 10.10.0.11
* 10.10.0.12
* 10.10.0.13
* 10.10.0.14

O computador com o NAT habilitado tem as seguintes configurações:

* IP da interface interna: 10.10.0.1
* IP da interface externa: Um ou mais endereços válidos na Internet, obtidos a partir da conexão com o provedor de Internet, mas sempre em número bem menor do que a quantidade de computadores da rede interna.

Quando um cliente acessa a Internet, no pacote de informações enviado por este cliente, está registrado o endereço IP da rede interna, por exemplo: 10.10.0.10. Porém este pacote não pode ser enviado pelo NAT para a Internet, com este endereço IP como endereço de origem, se não no primeiro roteador este pacote será descartado, já que o endereço 10.10.0.10 não é um endereço válido na Internet (pois é um endereço que pertence a uma das faixas de endereços privados, conforme descrito anteriormente). Para que este pacote possa ser enviado para a Internet, o NAT substitui o endereço IP de origem por um dos endereços IP da interface externa do NAT (endereço fornecido pelo provedor de Internet e, portanto, válido na Internet). Este processo que é chamado de tradução de endereços, ou seja, traduzir de um endereço IP interno, não válido na Internet, para um endereço IP externo, válido na Internet. Quando a resposta retorna, o NAT repassa a resposta para o cliente que originou o pedido.

Mas ainda fica a questão de como o NAT sabe para qual cliente interno é a resposta, se os pacotes de dois ou mais clientes podem ter sido traduzidos para o mesmo endereço IP externo. A resposta para estas questão é a mesma. O NAT ao executar a função de tradução de endereços, associa um número de porta, que é único, com cada um dos computadores da rede interna. A tradução de endereços funciona assim:

1. Quando um cliente interno tenta se comunicar com a Internet, o NAT substitui o endereço interno do cliente como endereço de origem, por um endereço válido na Internet. Mas além do endereço é também associada uma porta de comunicação. Por exemplo, vamos supor que o computador 10.10.0.12 tenta acessar a Internet. O NAT substitui o endereço 10.10.0.12 por um endereço válido na Internet, vou chutar um: 144.72.3.21. Mas além do número IP é também associada uma porta, como por exemplo: 144.72.3.21:6555. O NAT mantém uma tabela interna onde fica registrado que, comunicação através da porta “tal” está relacionada com o cliente “tal”. Por exemplo, a tabela do NAT, em um determinado momento, poderia ter o seguinte conteúdo:

* 144.72.3.21:6555 10.10.0.10
* 144.72.3.21:6556 10.10.0.11
* 144.72.3.21:6557 10.10.0.12
* 144.72.3.21:6558 10.10.0.13
* 144.72.3.21:6559 10.10.0.14

Observe que todos os endereços da rede interna são “traduzidos” para o mesmo endereço externo, porém com um número diferente de porta para cada cliente da rede interna.

2. Quando a resposta retorna, o NAT consulta a sua tabela interna e, pela identificação da porta, ele sabe para qual computador da rede interna deve ser enviado o pacote de informações, uma vez que a porta de identificação está associada com um endereço IP da rede interna. Por exemplo, se chegar um pacote endereçado a 144.72.3.21:6557, ele sabe que este pacote deve ser enviado para o seguinte computador da rede interna: 10.10.0.12, conforme exemplo da tabela anterior. O NAT obtém esta informação a partir da tabela interna, descrita anteriormente.

Com isso, vários computadores da rede interna, podem acessar a Internet, ao mesmo tempo, usando um único endereço IP ou um número de endereços IP bem menor do que o número de computadores da rede interna. A diferenciação é feita através de uma atribuição de porta de comunicação diferente, associada com cada IP da rede interna. Este é o princípio básico do NAT – Network Address Translation (Tradução de Endereços IP).

Agora que você já sabe o princípio básico do funcionamento do NAT, vamos entender quais os componentes deste serviço no Windows 2000 Server e no Windows Server 2003.

Os componentes do NAT

O serviço NAT é composto, basicamente, pelos seguintes elementos:

* Componente de tradução de endereços: O NAT faz parte do servidor RRAS. Ou seja, para que você possa utilizar o servidor NAT, para fornecer conexão à Internet para a rede da sua empresa, você deve ter um servidor com o RRAS instalado e habilitado. O servidor onde está o RRAS deve ser o servidor conectado à Internet. O componente de tradução de endereços faz parte da funcionalidade do NAT e será habilitado, assim que o NAT for configurado no RRAS.

* Componente de endereçamento: Este componente atua como um servidor DHCP simplificado, o qual é utilizado para concessão de endereços IP para os computadores da rede interna. Além do endereço IP, o servidor DHCP simplificado é capaz de configurar os clientes com informações tais como a máscara de sub-rede, o número IP do gateway padrão (default gateway) e o número IP do servidor DNS. Os clientes da rede interna devem ser configurados como clientes DHCP, ou seja, nas propriedades do TCP/IP, você deve habilitar a opção para que o cliente obtenha um endereço IP automaticamente. Computadores executando o Windows Server 2003 (qualquer edição), Windows XP, Windows 2000, Windows NT, Windows Me, Windows 98 ou Windows 95, são automaticamente configurados como clientes DHCP. Caso um destes clientes tenha sido configurado para usar um IP fixo, deverá ser reconfigurado para cliente DHCP, para que ele possa utilizar o NAT.

* Componente de resolução de nomes: O computador no qual o NAT é habilitado, também desempenha o papel de um servidor DNS, o qual é utilizado pelos computadores da rede interna. Quando uma consulta para resolução de nomes é enviada por um cliente interno, para o computador com o NAT habilitado, o computador com o NAT repassa esta consulta para um servidor DNS da Internet (normalmente o servidor DNS do provedor de Internet) e retorna a resposta obtida para o cliente. Esta funcionalidade é idêntica ao papel de DNS Proxy, fornecida pelo ICS.

Importante: Como o NAT inclui as funcionalidades de endereçamento e resolução de nomes, você terá as seguintes limitações para o uso de outros serviços, no mesmo servidor onde o NAT foi habilitado:

* Você não poderá executar o servidor DHCP ou o DHCP Relay Agent no servidor NAT.

* Você não poderá executar o servidor DNS no servidor NAT.

Um pouco de planejamento antes de habilitar o NAT

Antes de habilitar o NAT no servidor RRAS, para fornecer conexão à Internet para os demais computadores da rede, existem alguns fatores que você deve levar em consideração. Neste item descrevo as considerações que devem ser feitas, antes da habilitação do NAT. Estes fatos ajudam a evitar futuros problemas e necessidade de reconfigurações no NAT.

1. Utilize endereços privados para os computadores da rede interna.

Esta é a primeira e óbvia recomendação. Para o esquema de endereçamento da rede interna, você deve utilizar uma faixa de endereços, dentro de uma das faixas de endereços privados: 10.0.0.0/255.0.0.0, 172.16.0.0/255.240.0.0 ou 192.168.0.0/255.255.0.0. Você pode utilizar diferentes máscaras de sub-rede, de acordo com as necessidades da sua rede. Por exemplo, se você tiver uma rede com 100 máquinas, pode utilizar um esquema de endereçamento: 10.10.10.0/255.255.255.0, o qual disponibiliza até 254 endereços. Por padrão, o NAT utiliza o esquema de endereçamento 192.168.0.0/255.255.255.0. Porém é possível alterar este esquema de endereçamento, nas configurações do NAT. Lembre-se que, uma vez habilitado o NAT, este passa a atuar como um servidor DHCP para a rede interna, fornecendo as configurações do TCP/IP para os clientes da rede interna. Com isso, nas configurações do NAT, você define o escopo de endereços que será fornecido para os clientes da rede.

Nota: Você também poderia configurar a sua rede interna com uma faixa de endereços IP válidos, porém não alocados diretamente para a sua empresa. Ou seja, você estaria utilizando na rede interna, um esquema de endereçamento que foi reservado para uso de outra empresa. Esta não é uma configuração recomendada e é conhecida como: “illegal or overlapping IP addressing”. O resultado prático é que, mesmo assim, você conseguirá usar o NAT para acessar a Internet, porém não conseguirá acessar os recursos da rede para o qual o esquema de endereçamento foi oficialmente alocado. Por exemplo, se você resolveu usar o esquema de endereçamento 1.0.0.0/255.0.0.0, sem se preocupar em saber para quem esta faixa de endereços foi reservado. Mesmo assim você conseguirá acessar a Internet usando o NAT, você apenas não conseguirá acessar os recursos e servidores da empresa que usa, oficialmente, o esquema de endereçamento 1.0.0.0/255.0.0.0, que você resolveu utilizar para a rede interna da sua empresa.

Ao configurar o NAT, o administrador poderá excluir faixas de endereços que não devem ser fornecidas para os clientes. Por exemplo, se você tiver alguns equipamentos da rede interna (impressoras, hubs, switchs, etc) que devam ter um número IP fixo, você pode excluir uma faixa de endereços IP no servidor NAT e utilizar estes endereços para configurar os equipamentos que, por algum motivo, precisam de um IP fixo.

2. Usar um ou mais endereços IP públicos.

Se você estiver utilizando um único endereço IP, fornecido pelo provedor de Internet, não serão necessárias configurações adicionais no NAT. Porém se você obtém dois ou mais endereços IP públicos, você terá que configurar a interface externa do NAT (interface ligada a Internet), com a faixa de endereços públicos, fornecidos pelo provedor de Internet. A faixa é informada no formato padrão: Número IP/Máscara de sub-rede. Pode existir situações em que nem todos os números fornecidos pelo provedor possam ser informados usando esta representação. Nestas situações pode acontecer de você não poder utilizar todos os endereços disponibilizados pelo provedor de Internet, a não ser que você utilize a representação por faixas, conforme descrito mais adiante.

Se o número de endereços fornecido for uma potência de 2 (2, 4, 8, 16, 32, 64 e assim por diante), é mais provável que você consiga representar a faixa de endereços no formato Número IP/Máscara de sub-rede. Por exemplo, se você recebeu quatro endereços IP públicos: 206.73.118.212, 206.73.118.213, 206.73.118.214 e 206.73.118.215. Esta faixa pode ser representada da seguinte maneira: 206.73.118.212/255.255.255.252.

Caso não seja possível fazer a representação no formato Número IP/Máscara de sub-rede, você pode informar os endereços públicos como uma série de faixas de endereços, conforme exemplo a seguir:

* 206.73.118.213 -> 206.73.118.218
* 206.73.118.222 -> 206.73.118.240

3. Permitir conexões da Internet para a rede interna da empresa

O funcionamento normal do NAT, permite que sejam feitas conexões da rede privada para recursos na Internet. Por exemplo, um cliente da rede acessando um servidor de ftp na Internet. Neste caso, o cliente executando um programa cliente de ftp, faz a conexão com um servidor ftp da Internet. Quando os pacotes de resposta chegam no NAT, eles podem ser repassados ao cliente, pois representam a resposta a uma conexão iniciada internamente e não uma tentativa de acesso vinda da Internet.

Você pode querer fornecer acesso a um servidor da rede interna, para usuários da Internet. Por exemplo, você pode configurar um servidor da rede interna com o IIS e instalar neste servidor o site da empresa. Em seguida você terá que configurar o NAT, para que os usuários da Internet possam acessar este servidor da rede interna. Observe que nesta situação, chegarão pacotes da Internet, os quais não representarão respostas a requisições dos clientes da rede interna, mas sim requisições de acesso dos usuários da Internet, a um servidor da rede interna. Por padrão este tráfego será bloqueado no NAT. Porém o administrador pode configurar o NAT para aceitar requisições vindas de clientes da Internet, para um servidor da rede interna. Para fazer estas configurações você deve seguir os seguintes passos:

Para permitir que usuários da Internet, acessem recursos na sua rede interna, siga os passos indicados a seguir:

* O servidor da rede interna, que deverá ser acessado através da Internet, deve ser configurado com um número IP fixo (número que faça parte da faixa de endereços fornecidos pelo NAT, para uso da rede interna) e com o número IP do default gateway e do servidor DNS (o número IP da interface interna do computador com o NAT habilitado).

* Excluir o endereço IP utilizado pelo servidor da rede Interna (servidor que estará acessível para clientes da Internet) da faixa de endereços fornecidos pelo NAT, para que este endereço não seja alocado dinamicamente para um outro computador da rede, o que iria gerar um conflito de endereços IP na rede interna.

* Configurar uma porta especial no NAT. Uma porta especial é um mapeamento estático de um endereço público e um número de porta, para um endereço privado e um número de porta. Esta porta especial faz o mapeamento das conexões chegadas da Internet para um endereço específico da rede interna. Com o uso de portas especiais, por exemplo, você pode criar um servidor HTTP ou FTP na rede interna e torná-lo acessível a partir da Internet.

4. Configurando aplicações e serviços.

Algumas aplicações podem exigir configurações especiais no NAT, normalmente com a habilitação de determinadas portas. Por exemplo, vamos supor que você está usando o NAT para conectar 10 computadores de uma loja de jogos, com a Internet. Pode ser necessária a habilitação das portas utilizadas por determinados jogos, para que estes possam ser executados através do NAT. Se estas configurações não forem feitas, o NAT irá bloquear pacotes que utilizem estas portas e os respectivos jogos não poderão ser acessados.

5. Conexões VPN iniciadas a partir da rede interna.

No Windows 2000 Server não é possível criar conexões VPN L2TP/IPSec, a partir de uma rede que utilize o NAT. Esta limitação foi superada no Windows Server 2003.

Muito bem, de teoria sobre NAT é isso.

sábado, 3 de julho de 2010

     

 PROTOCOLO SSH


      O SSH (Secure SHell) é ao mesmo tempo um protocolo e uma aplicação para acesso remoto. Os protocolos foram desenvolvidos em 1995 por Tatu Ylonen, fundador da empresa SSH Communications Security. O conjunto permaneceu livre até a sua versão 1.2.12, quando se tornou um produto proprietário desta empresa. Foi desta versão que se originou o aplicativo OpenSSH (uma implementação destes protocolos e várias ferramentas auxiliares), em 1999.
    O protocolo foi desenvolvido com a segurança em mente desde o princípio do projeto. Como consequência, ele é capaz de proteger o host de ataques de IP spoofing, IP source routing e DNS spoof.Além disso, todo o tráfego transmitido por uma conexão SSH (as senhas e todo o conteúdo, como um arquivo sendo transmitido entre os hosts) é fortemente criptografado, sendo virtualmente impossível para um atacante sniffar e conseguir ler as mensagens trocadas entre os participantes da conexão (pelo menos em tempo hábil para que aquele conteúdo decifrado seja de alguma utilidade para ele).


      Nessa figura temos como exemplo o aplicativo PuTTY, sendo usado para acesso a um host sem fio, usando o protocolo SSH.

   

      Nessa imagem temos o aplicativo PuTTY, solicitando que o usuário entre com seu login.


     Nessa figura, temos o aplicativo PuTTY, solicitando a senha do usuário.


       Por fim, nessa figura, temos o aplicativo PuTTY, ja logado, executando o comando LS, dentro do host remoto.
       Basicamente, utilizei a ferramenta PuTTY v 0.60 Release, para acesso a clientes de access points wireless em uma rede sem fio. Notemos que o acesso a rede sem fio se processa da mesmaNotem na figura 4, que estamos em um ambiente sem fio,então a interface que esta sendo “escutada” pelo Iptraf é a wlan0, analisando o trafego de pacotes.
    No aplicativo Iptraf, temos como endereço IP a máquina servidor, ou seja, a maquina a qual foi solicitada a conexão, com o IP 172.17.6.22, usando a porta padrão da conexão SSH, a porta 22. Conectada a ele, temos a maquina cliente, ou seja, a maquina que fez a solicitação da conexão SSH, com o endereço IP 172.16.254.250, usando a porta 2013, em uma conexão pela interface wlan0.
Mais abaixo, o Iptraf nos mostra mais uma conexão que o usuário do host 172.17.6.22 esta com uma conexão estabelecida com o host de endereço IP 64.233.163.85, atraves da porta 80, a porta padrao do protocolo HTTP.
    Então, na primeira linha temos o IP da maquina servidor, a qual estamos nos conectando. E na segunda linha temos o IP da maquina cliente, ou seja, a que inicia a conexão. Nesse contexto, temos a captura dos pacotes na interface wlan0



domingo, 23 de maio de 2010

Introdução


A Internet é uma coleção de redes interconectadas, e os pontos de ligação são os roteadores. Estes, por sua vez, estão organizados de forma hierárquica, onde alguns roteadores são utilizados apenas para trocar dados entre grupos de redes controlados pela mesma autoridade administrativa; enquanto outros roteadores fazem também a comunicação entre as autoridades administrativas. A entidade que controla e administra um grupo de redes e roteadores chama se Sistema Autônomo [RFC 1930].

O Roteamento e Seus Componentes

O roteamento é a principal forma utilizada na Internet para a entrega de pacotes de dados entre hosts (equipamentos de rede de uma forma geral, incluindo computadores, roteadores etc.). O modelo de roteamento utilizado e' o do salto-por-salto (hop-by-hop), onde cada roteador que recebe um pacote de dados, abre-o, verifica o endereço de destino no cabeçalho IP, calcula o hierárquica salto que vai deixar o pacote um passo mais próximo de seu destino e entrega o pacote neste próximo salto. Este processo se repete e assim segue ate' a entrega do pacote ao seu destinatário. No entanto, para que este funcione, são necessários dois elementos: tabelas de roteamento e protocolos de roteamento.

Tabelas de roteamento são registros de endereços de destino associados ao numero de saltos ate' ele, podendo conter varias outras informações.

Protocolos de roteamento determinam o conteúdo das tabelas de roteamento, ou seja, são eles que ditam a forma como a tabela e' montada e de quais informações ela e' composta. Existem dois tipos de algoritmo atualmente em uso pelos protocolos de roteamento: o algoritmo baseado em Vetor de Distancia (Distance-Vector Routing Protocols) e o algoritmo baseado no Estado de Enlace (Link State Routing Protocols).

Roteamento Interno

Os roteadores utilizados para trocar informações dentro de Sistemas Autônomos são chamados roteadores internos (interior routers) e podem utilizar uma variedade de protocolos de roteamento interno (Interior Gateway Protocols - IGPs). Dentre eles estão: RIP, IGRP, EIGRP, OSPF e Integrated IS-IS.

Roteamento Externo

Roteadores que trocam dados entre Sistemas Autônomos são chamados de roteadores externos (exterior routers), e estes utilizam o Exterior Gateway Protocol (EGP) ou o BGP (Border Gateway Protocol). Para este tipo de roteamento são considerados basicamente colecoes de prefixos CIDR (Classless Inter Domain Routing) identificados pelo numero de um Sistema Autônomo.

Protocolos de Roteamento Interno (Interior Routing Protocols)

RIP (Routing Information Protocol)

O RIP foi desenvolvido pela Xerox Corporation no inicio dos anos 80 para ser utilizado nas redes Xerox Network Systems (XNS), e, hoje em dia, e' o protocolo intradomínio mais comum, sendo suportado por praticamente todos os fabricantes de roteadores e disponível na grande maioria das versões mais atuais do sistema operacional UNIX.

Um de seus benefícios é a facilidade de configuração. Alem disso, seu algoritmo não necessita grande poder de computação e capacidade de memoria em roteadores ou computadores.

O protocolo RIP funciona bem em pequenos ambientes, porem apresenta serias limitações quando utilizado em redes grandes. Ele limita o numero de saltos (hops) entre hosts a 15 (16 e' considerado infinito). Outra deficiência do RIP e' a lenta convergência, ou seja, leva relativamente muito tempo para que alterações na rede fiquem sendo conhecidas por todos os roteadores. Esta lentidão pode causar loops de roteamento, por causa da falta de sincronia nas informações dos roteadores.

O protocolo RIP e' também um grande consumidor de largura de banda, pois, a cada 30 segundos, ele faz um broadcast de sua tabela de roteamento, com informações sobre as redes e sub-redes que alcança.

Por fim, o RIP determina o melhor caminho entre dois pontos, levando em conta somente o numero de saltos (hops) entre eles. Esta técnica ignora outros fatores que fazem diferença nas linhas entre os dois pontos, como: velocidade, utilizacao das mesmas (trafego) e toda as outras métricas que podem fazer diferença na hora de se determinar o melhor caminho entre dois pontos.[RFC 1058]

IGRP (Interior Gateway Protocol)

O IGRP também foi criado no inicio dos anos 80 pela Cisco Systems Inc., detentora de sua patente. O IGRP resolveu grande parte dos problemas associados ao uso do RIP para roteamento interno.

O algoritmo utilizado pelo IGRP determina o melhor caminho entre dois pontos dentro de uma rede examinando a largura de banda e o atraso das redes entre roteadores. O IGRP converge mais rapidamente que o RIP, evitando loops de roteamento, e não tem a limitação de saltos entre roteadores.

Com estas características, o IGRP viabilizou a implementação de redes grandes, complexas e com diversas topologias.

EIGRP (Enhanced IGRP)

A Cisco aprimorou ainda mais o protocolo IGRP para suportar redes grandes, complexas e criticas, e criou o Enhanced IGRP.

O EIGRP combina protocolos de roteamento baseados em Vetor de Distancia (Distance-Vector Routing Protocols) com os mais recentes protocolos baseados no algoritmo de Estado de Enlace (Link-State). Ele também proporciona economia de trafego por limitar a troca de informações de roteamento `aquelas que foram alteradas.

Uma desvantagem do EIGRP, assim como do IGRP, é que ambos são de propriedade da Cisco Systems, não sendo amplamente disponíveis fora dos equipamentos deste fabricante.

OSPF (Open Shortest Path First)

Foi desenvolvido pelo IETF (Internet Engineering Task Force) como substituto para o protocolo RIP. Caracteriza-se por ser um protocolo intra-domínio, hierárquico, baseado no algoritmo de Estado de Enlace (Link-State) e foi especificamente projetado para operar com redes grandes. Outras características do protocolo OSPF são:

•A inclusão de roteamento por tipo de serviço (TOS - type of service routing). Por exemplo, um acesso FTP poderia ser feito por um link de satélite, enquanto que um acesso a terminal poderia evitar este link, que tem grande tempo de retardo, e ser feito através de um outro enlace;

•O fornecimento de balanceamento de carga, que permite ao administrador especificar múltiplas rotas com o mesmo custo para um mesmo destino. O OSPF distribui o trafego igualmente por todas as rotas;

•O suporte `a rotas para hosts, sub-redes e redes especificas;

•A possibilidade de configuração de uma topologia virtual de rede, independente da topologia das conexões físicas. Por exemplo, um administrador pode configurar um link virtual entre dois rotea- dores mesmo que a conexão física entre eles passe através de uma outra rede;

•A utilizacao de pequenos "hello packets" para verificar a operação dos links sem ter que transferir grandes tabelas. Em redes estáveis, as maiores atualizações ocorrem uma vez a cada 30 minutos.

O protocolo ainda especifica que todas os anúncios entre roteadores sejam autenticados (isto não quer dizer que necessariamente reflita a realidade das implementacoes). Permite mais de uma variedade de esquema de autenticação e que diferentes áreas de roteamento (ver abaixo) utilizem esquemas diferentes de autenticação;

Duas desvantagens deste protocolo são a sua complexidade, e maior necessidade por memoria e poder computacional, característica inerente aos protocolos que usam o algoritmo de Estado de Enlace (Link-State).

O OSPF suporta, ainda, roteamento hierárquico de dois níveis dentro de um Sistema Autônomo, possibilitando a divisão do mesmo em áreas de roteamento. Uma área de roteamento e' tipicamente uma coleção de uma ou mais sub-redes intimamente relacionadas. Todas as áreas de roteamento precisam estar conectadas ao backbone do Sistema Autônomo, no caso, a Área 0. Se o trafego precisar viajar entre duas áreas, os pacotes são primeiramente roteados para a Área 0 (o backbone). Isto pode não ser bom, uma vez que não ha' roteamento inter-áreas enquanto os pacotes não alcançam o backbone. Chegando `a Área 0, os pacotes são roteados para a área de Destino, que e' responsável pela entrega final. Esta hierarquia permite a consolidação dos endereços por área, reduzindo o tamanho das tabelas de roteamento. Redes pequenas, no entanto, podem operar utilizando uma única área OSPF.[RFC 1583]

Integrated IS-IS (Intermediate System to Intermediate System Routing Exchange Protocol)

O IS-IS [OSI 10589], assim como o OSPF, e' um protocolo intra- domínio, hierárquico e que utiliza o algoritmo de Estado de Enlace. Pode trabalhar sobre varias sub-redes, inclusive fazendo broadcasting para LANs, WANs e links ponto-a-ponto.

O Integrated IS-IS é uma implementação do IS-IS que, alem dos protocolos OSI, atualmente também suporta o IP. Como outros protocolos integrados de roteamento, o IS-IS convoca todos os roteadores a utilizar um único algoritmo de roteamento.

Para rodar o Integrated IS-IS, os roteadores também precisam suportar protocolos como ARP, ICMP e End System-to-Intermediate System (ES-IS).


Protocolo de Roteamento Externo (Exterior Routing Protocol)


BGP (Border Gateway Protocol)

O BGP [RFCs 1771,1772,1773,1774,1657] assim como o EGP, e' um protocolo de roteamento inter-domínios, criado para uso nos roteadores principais da Internet.

O BGP foi projetado para evitar loops de roteamento em topologias arbitrarias, o mais serio problema de seu antecessor, o EGP (Exterior Gateway Protocol). Outro problema que o EGP não resolve - e e' abordado pelo BGP - e' o do Roteamento Baseado em Politica (policy-based routing), um roteamento com base em um conjunto de regras não-técnicas, definidas pelos Sistemas Autônomos.

A ultima versão do BGP, o BGP4, foi projetado para suportar os problemas causados pelo grande crescimento da Internet.

domingo, 4 de abril de 2010

Problemas de interferência...

Se ninguém estiver usando uma WLAN ou outro dispositivo de 2.4 GHz a, aproximadamente, 800 metros de distância, você não precisará se preocupar com interferência na rede. Isso está se tornando pouco provável a cada dia. Outros serviços de rede, junto com os telefones sem fio, fornos de microondas, sistemas de iluminação externa e brinquedos controlados por rádio, usam o mesmo conjunto de frequências.
O tipo de modulação de rádio usado pelas WLANs supostamente supera a interferência de todos aqueles serviços. Isso na teoria. Na prática, entretanto, os receptores, nos seus pontos de acesso e adaptadores de redes, podem sintonizar com o canal que supostamente contém um sinal Wi-Fi adequado.
Se existir muita interferência de rádio ao seu redor, você provavelmente descobrirá isso durante a sondagem do local.
Você pode fazer duas tentativas para reduzir ou eliminar a interferência: remover a fonte de interferência ou mover a rede para um canal diferente. A alteração dos canais geralmente é a mais fácil, mas nem sempre é eficiente, pois a fonte de interferência pode ser uma frequência de rádio que salta através da banda de 2.4 GHz.                                                                                                                                             
Para tentar eliminar a interferência siga os seguintes passos, na ordem:
1. Mova para um canal diferente pelo menos cinco números distante daquele no qual se encontrou o problema.
2. Tente descobrir se existe um telefone sem fio, um forno de microondas ou algum outro dispositivo que opere a 2.4 GHz. Se possível, substitua o dispositivo por outro que opere em uma frequência diferente, como um telefone sem fio de 900 MHz.
3. Se você puder alterar a potência de saída dos rádios nos seus pontos de acesso e adaptadores de interface, certifique-se se estão definidos com a configuração alta (geralmente 100 mW).
4. Pergunte aos seus vizinhos se eles estão usando uma rede wireless.
5. Tente substituir as antenas onidirecionais por direcionais, a fim de aumentar a força do sinal e a sensitividade dos receptores. Talvez você precise mudar o ponto de acesso para outro local, ou adicionar mais pontos de acesso, para cobrir a mesma área.
Após isso, você não tem muito o que fazer, exceto se conformar com uma fraca performance ou substituir a sua rede Wi-Fi de 2.4 GHz por uma rede wireless 802.11a que opere a 5.2 GHz.
Você pode encontrar outra fonte de interferência, mas ela provavelmente não ficará evidente até que sua rede tenha sido colocada em operação por algum tempo. À medida que a WLAN se popularizar entre seus usuários, cada vez mais estes poderão usar a rede no mesmo instante, e a performance geral será deteriorada. Para resolver esse tipo de problema, adicione mais pontos de acesso que operem em canais diferentes.

domingo, 7 de março de 2010

TCP/IP


Falando um pouco sobre TCP/IP...

Endereçamento IP – Classes de Endereços
Nos vimos, na Parte 2, que a máscara de sub-rede é utilizada para determinar qual “parte” do endereço IP representa o número da Rede e qual parte representa o número da máquina dentro da rede. A máscara de sub-rede também foi utilizada na definição original das classes de endereço IP. Em cada classe existe um determinado número de redes possíveis e, em cada rede, um número máximo de máquinas.
Inicialmente foram definidas cinco classes de endereços, identificadas pelas letras: A, B, C, D e E. Vou iniciar com uma descrição detalhada de cada Classe de Endereços e, em seguida apresento um quadro resumo.
Redes Classe A
Esta classe foi definida com tendo o primeiro bit do número IP como sendo igual a zero. Com isso o primeiro número IP somente poderá variar de 1 até 126 (na prática até 127, mas o número 127 é um número reservado, conforme detalharei mais adiante). Observe, no esquema a seguir, explicado na Parte 2, que o primeiro bit sendo 0, o valor máximo (quando todos os demais bits são iguais a 1) a que se chega é de 127:
01111111
Multiplica por:2726252423222120
equivale a:1286432168421
Multiplicação:0x1281x641x321x161x81x41x21x1
Resulta em:06432168421
Somando tudo:0+64+32+16+8+4+2+1
Resulta em:127
O número 127 não é utilizado como rede Classe A, pois é um número especial, reservado para fazer referência ao próprio computador. O número 127.0.0.1 é um número especial, conhecido como localhost. Ou seja, sempre que um programa fizer referência a localhost ou ao número 127.0.0.1, estará fazendo referência ao computador onde o programa está sendo executado.
Por padrão, para a Classe A, foi definida a seguinte máscara de sub-rede:  255.0.0.0. Com esta máscara de sub-rede observe que temos 8 bits para o endereço da rede e 24 bits para o endereço da máquina dentro da rede. Com base no número de bits para a rede e para as máquinas, podemos determinar quantas redes Classe A podem existir e qual o número máximo de máquinas por rede. Para isso utilizamos a fórmula a seguir:

2n- 2

,onde “n” representa o número de bits utilizado para a rede ou para a identificação da máquina dentro da rede. Vamos aos cálculos:
Número de redes Classe A
Número de bits para a rede: 7. Como o primeiro bit sempre é zero, este não varia. Por isso sobram 7 bits (8-1) para formar diferentes redes:
27-2 ->  128-2 -> 126 redes Classe A
Número de máquinas (hosts) em uma rede Classe A
Número de bits para identificar a máquina: 24
224-2 ->  16777216 - 2 -> 16777214 máquinas em cada rede classe A.
Na Classe A temos apenas um pequeno número de redes disponíveis, porém um grande número de máquinas em cada rede.
Já podemos concluir que este número de máquinas, na prática, jamais será instalado em uma única rede. Com isso observe que, com este esquema de endereçamento, teríamos poucas redes Classe A (apenas 126) e com um número muito grande de máquinas em cada rede. Isso causaria desperdício de endereços IP, pois se o endereço de uma rede Classe A fosse disponibilizado para um empresa, esta utilizaria apenas uma pequena parcela dos endereços disponíveis e todos os demais endereços ficariam sem uso. Para resolver esta questão é que passou-se a utilizar a divisão em sub-redes, assunto este que será visto na Parte 5 destes curso.
Redes Classe B
Esta classe foi definida com tendo os dois primeiros bits do número IP como sendo sempre iguais a 1 e 0. Com isso o primeiro número do endereço IP somente poderá variar de 128 até 191. Como o segundo bit é sempre 0, o valor do segundo bit que é 64 nunca é somado para o primeiro número IP, com isso o valor máximo fica em: 255-64, que é o 191. Observe, no esquema a seguir, explicado na Parte 2 deste curso, que o primeiro bit sendo 1 e o segundo sendo 0, o valor máximo (quando todos os demais bits são iguais a 1) a que se chega é de 191:
10111111
Multiplica por:2726252423222120
equivale a:1286432168421
Multiplicação:1x1280x641x321x161x81x41x21x1
Resulta em:128032168421
Somando tudo:128+0+32+16+8+4+2+1
Resulta em:191
Por padrão, para a Classe B, foi definida a seguinte máscara de sub-rede:  255.255.0.0. Com esta máscara de sub-rede observe que temos 16 bits para o endereço da rede e 16 bits para o endereço da máquina dentro da rede. Com base no número de bits para a rede e para as máquinas, podemos determinar quantas redes Classe B podem existir e qual o número máximo de máquinas por rede. Para isso utilizamos a fórmula a seguir:

2n- 2

,onde “n” representa o número de bits utilizado para a rede ou para a identificação da máquina dentro da rede. Vamos aos cálculos:
Número de redes Classe B
Número de bits para a rede: 14. Como o primeiro e o segundo bit são sempre 10, fixos, não variam,  sobram 14 bits (16-2) para formar diferentes redes:
214-2 ->  16384-2 -> 16382 redes Classe B
Número de máquinas (hosts) em uma rede Classe B
Número de bits para identificar a máquina: 16
216-2 ->  65536-2 -> 65534 máquinas em cada rede classe B
Na Classe B temos um número razoável de redes Classe B, com um bom número de máquinas em cada rede.
O número máximo de máquinas, por rede Classe B já está mais próximo da realidade para as redes de algumas grandes empresas tais como Microsoft, IBM, HP, GM, etc. Mesmo assim, para muitas empresas menores, a utilização de um endereço Classe B, representa um grande desperdício de números IP. Conforme veremos na Parte 7 deste tutorial é possível usar um número diferentes de bits para a máscara de sub-rede, ao invés dos 16 bits definidos por padrão para a Classe B (o que também é possível com Classe A e Classe C). Com isso posso dividir uma rede classe B em várias sub-redes menores, com um número menor de máquinas em cada sub-rede. Mas isso é assunto para aParte 7 deste tutorial.
Redes Classe C
Esta classe foi definida com tendo os três primeiros bits do número IP como sendo sempre iguais a 1, 1 e 0. Com isso o primeiro número do endereço IP somente poderá variar de 192 até 223. Como o terceiro bit é sempre 0, o valor do terceiro bit que é 32 nunca é somado para o primeiro número IP, com isso o valor máximo fica em: 255-32, que é 223. Observe, no esquema a seguir, explicado na Parte 2 deste tutorial, que o primeiro bit sendo 1, o segundo bit sendo 1 e o terceiro bit sendo 0, o valor máximo (quando todos os demais bits são iguais a 1) a que se chega é de 223:
11011111
Multiplica por:2726252423222120
equivale a:1286432168421
Multiplicação:1x1281x640x321x161x81x41x21x1
Resulta em:128640168421
Somando tudo:128+64+0+16+8+4+2+1
Resulta em:223
Por padrão, para a Classe C, foi definida a seguinte máscara de sub-rede:  255.255.255.0. Com esta máscara de sub-rede observe que temos 24 bits para o endereço da rede e apenas 8 bits para o endereço da máquina dentro da rede. Com base no número de bits para a rede e para as máquinas, podemos determinar quantas redes Classe C podem existir e qual o número máximo de máquinas por rede. Para isso utilizamos a fórmula a seguir:
2n- 2
,onde “n” representa o número de bits utilizado para a rede ou para a identificação da máquina dentro da rede. Vamos aos cálculos:
Número de redes Classe C
Número de bits para a rede: 21. Como o primeiro, o segundo e o terceiro bit são sempre 110, ou seja:fixos, não variam,  sobram 21 bits (24-3) para formar diferentes redes:
221-2 ->  2.097.152-2 -> 2.097.150 redes Classe C
Número de máquinas (hosts) em uma rede Classe C:
Número de bits para identificar a máquina: 8

28-2 ->  256-2 -> 254 máquinas em cada rede classe C
Observe que na Classe C temos um grande número de redes disponíveis, com, no máximo, 254 máquinas em cada rede. É o ideal para empresas de pequeno porte. Mesmo com a Classe C, existe um grande desperdício de endereços. Imagine uma pequena empresa com apenas 20 máquinas em rede. Usando um endereço Classe C, estariam sendo desperdiçados 234 endereços. Conforme já descrito anteriormente, esta questão do desperdício de endereços IP pode ser resolvida através da utilização de sub-redes.
Redes Classe D
Esta classe foi definida com tendo os quatro primeiros bits do número IP como sendo sempre iguais a 1, 1, 1 e 0.  A classe D é uma classe especial, reservada para os chamados endereços de Multicast. Falaremos sobre Multicast, Unicast e Broadcast em uma das próximas partes deste tutorial.
Redes Classe E
Esta classe foi definida com tendo os quatro primeiros bits do número IP como sendo sempre iguais a 1, 1, 1 e 1.  A classe E é uma classe especial e está reservada para uso futuro.
Quadro resumo das Classes de Endereço IP
A seguir apresento uma tabela com as principais características de cada Classe de Endereços IP:
ClassePrimeiros bitsNúm. de redesNúmero de hostsMáscara padrão
A012616.777.214255.0.0.0
B1016.38265.534255.255.0.0
C1102.097.150254255.255.255.0
D1110Utilizado para tráfego Multicast
E1111Reservado para uso futuro
Endereços Especiais
Existem alguns endereços IP especiais, reservados para funções específicas e que não podem ser utilizados como endereços de uma máquina da rede. A seguir descrevo estes endereços.
  • Endereços da rede 127.0.0.0: São utilizados como um aliás (apelido), para fazer referência a própria máquina. Normalmente é utilizado o endereço 127.0.0.1, o qual é associado ao nome localhost. Esta associação é feita através do arquivo hosts. No Windows 95/98/Me o arquivo hosts está na pasta onde o Windows foi instalado e no Windows 2000/XP/Vista/2003, o arquivo hosts está no seguinte caminho: system32/drivers/etc, sendo que este caminho fica dentro da pasta onde o Windows foi instalado.
  • Endereço com todos os bits destinados à identificação da máquina, iguais a 0: Um endereço com zeros em todos os bits de identificação da máquina, representa o endereço da rede. Por exemplo, vamos supor que você tenha uma rede Classe C. A máquina a seguir é uma máquina desta rede: 200.220.150.3. Neste caso o endereço da rede é: 200.220.150.0, ou seja, zero na parte destinada a identificação da máquina. Sendo uma rede classe C, a máscara de sub-rede é 255.255.255.0.
  • Endereço com todos os bits destinados à identificação da máquina, iguais a 1: Um endereço com valor 1 em todos os bits de identificação da máquina, representa o endereço de broadcast. Por exemplo, vamos supor que você tenha uma rede Classe C. A máquina a seguir é uma máquina desta rede: 200.220.150.3. Neste caso o endereço de broadcast desta rede é o seguinte: 200.220.150.255, ou seja, todos os bits da parte destinada à identificação da máquina, iguais a 1. Sendo uma rede classe C, a máscara de sub-rede é 255.255.255.0. Ao enviar uma mensagem para o endereço do broadcast, a mensagem é endereçada para todos as máquinas da rede.



Como chegar as configurações de IP no Windows Vista


O TCP/IP define a linguagem que o computador usa para se comunicar com outros computadores. Recomendamos o uso do protocolo DHCP para atribuir automaticamente endereços IP aos computadores na rede, se a rede oferecer suporte a ele. Se você usar o DHCP, não terá que alterar as configurações se você mover o computador para outro local e o DHCP não exigirá que você defina manualmente as configurações, como DNS (sistema de nome de domínio) e serviço de cadastramento na Internet (WINS) do Windows.

1. Para abrir Conexões de Rede, clique no botão Iniciar , em Painel de Controle, em Rede e Internet, em Central de Rede e Compartilhamento e, depois, em Gerenciar conexões de rede.
2. Clique com o botão direito do mouse na conexão que deseja alterar e, em seguida, clique em Propriedades. Se você for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação.
3. Clique na guia Rede. Em Esta conexão usa estes itens, clique em Protocolo IP Versão 4 (TCP/IPv4) ou Protocolo IP Versão 6 (TCP/IPv6) e, em seguida, clique em Propriedades.
4. Para especificar as configurações do endereço IP IPv4, siga um destes procedimentos:
• Para obter configurações IP automaticamente, clique em Obter um endereço IP automaticamente e, em seguida, clique em OK.
• Para especificar um endereço IP, clique em Usar o seguinte endereço IP e, nas caixas Endereço IP, Máscara de sub-rede e Gateway padrão, digite as configurações do endereço IP.

5. Para especificar as configurações do endereço IP IPv6, siga um destes procedimentos:
• Para obter configurações IP automaticamente, clique em Obter um endereço IPv6 automaticamente e, em seguida, clique em OK.
• Para especificar um endereço IP, clique em Usar o seguinte endereço IPv6 e, nas caixas Endereço IPv6, Comprimento de prefixo de sub-rede e Gateway padrão, digite as configurações do endereço IP.

6. Para especificar as configurações do endereço do servidor DNS, siga um destes procedimentos:
• Para obter um endereço de servidor DNS automaticamente, clique em Obter o endereço dos servidores DNS automaticamente e, em seguida, clique em OK.
• Para especificar um endereço de servidor DNS, clique em Usar os seguintes endereços de servidor DNS e, nas caixas Servidor DNS preferencial e Servidor DNS alternativo, digite os endereços dos servidores DNS primário e secundário.

7. Para alterar configurações DNS, WINS e IP, clique em Avançado.